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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Descobri um brinquedo novo

Como de costume, decidi, reservei e fui ao Amadeus almoçar com dois amigos. Aguardei no bar a chegada de todos e lá começou a brincadeira. Instalada no bar, uma vitrine de vinhos com números e botões me chamou atenção. Que brinquedinho delicioso! Inseri um cartão, parecido com os de crédito, e iniciei o meu deleite. Cinco ou seis opções de brancos e outras de tinto. Em cima de cada garrafa uma indicação do preço da doze. Três opções: 20 ml, 60ml e 120 ml. Experimentei 20 ml de Pêra Manca. Ótimo, mas quis degustar os demais. Decido, apertei o botão dos 120ml do branco eleito. Esta máquina vai pegar! É muito divertido poder experimentar um pouco de cada, pagando uma mini degustação, sem constrangimento de não gostar, e poder decidir a quantidade certa. Nos pratos, a chef Bella esta cada vez mais bela. O menu degustação estava fantástico. Começando pelo tradicional cuscuz (que jamais deixo de pedir), passando por um camarão braseado, enorme, na cucção perfeita. A brincadeira continuava com cinco delicadas colheres de louça à frente do prato, com diferentes azeites: canela e pimenta síria, alho, urucum e alecrim, limão siciliano e pimenta malagueta e o último, fungui. Megulhei cada pedaço em cada colher. Todos impecáveis. Não sei qual o melhor. Para encerrar, uma delicada e muito saborosa pescada amarela no vinho branco, azeite e tomate. Para uma brincadeira de adulto: pare no bar do Amadeus

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Reconhecimento aos jovens

Visitar um restaurante reconhecido por gourmets, premiado e com uma chef jovem e mais do que laureada é certeza de satisfação plena. Mas a experiência no Maní vale o registro. No couvert, lascas de polvilho. Não dá para parar de comer. A aparência é de um grande mandiopã (memórias de infância), o sabor, de um biscoito delicioso. Como entrada, solicitei indicação da chef, e degustei a materialização da criatividade: Lichia recheada de foie gras com gelatina de souterne. É uma daquelas opções que não constam no cardápio, mas precisam ser experimentadas. Como prato, a escolha foi difícil. Tudo dá água na boca, mesmo depois do que já tinha comido. Optei por “rabada com purê de grão de bico”. Saborosa, sem gordura, desfiada e com molho de vinho do porto ladeado por frutas secas. Leve, deliciosa e no tamanho certo. Vou voltar para passear pelas demais opções do cardápio. Não tema as ousadias: mergulhe no novo.

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Excesso de zelo

São os detalhes que costumam indicar o nível de cuidado que um restaurante tem com seus clientes. Bons restaurantes costumam ter cardápios enxutos, que ajudam na escolha. Bons restaurantes costumam trocar os talheres, como se avisassem que os pratos escolhidos estão para chegar. No Tête-à-Tête, a bonita garçonete trouxe uma legítima Laguiole, considerada uma das melhores facas do mundo. Até pensei que fosse usá-la, mas a “costela de boi braseda”, de tão bem feita, desmanchava ao toque do garfo. A super faca foi um excesso de zelo da casa e serviu somente como apoio. O chef do restaurante instalado numa casinha em rua poderosa de Higienópolis morou anos na Espanha e talvez por isso contemple o Fideuá no cardápio. Uma massa de fios finos (aletria) cozida com pequenos camarões. Leve e com sabor delicioso. Faltou apenas um bar, já que o drink que tomei foi feito com competência e mereceria moldura adequada para ser degustado. Quer um encontro olho no olho: visite esta nova casa.

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Milho verde do Zito

Ok, estamos em plena era do fast food, mas não faz o meu perfil comida produzida em série. Nada como o toque final de um grande chef. Como um raio, esses pensamentos passaram pela minha mente quando avistei um carrinho de milho verde parado na Al. Lorena. Não foi a primeira vez que vi, mas certamente foi a primeira vez que prestei atenção. O Zito, condutor e operador do carrinho, não é um chef e não passa nem perto disto. Mas vive e, pelo que entendi, muito bem de vender um delicioso milho verde pelas ruas dos Jardins. Percorre o mesmo trajeto todos os dias. Rua Pamplona, Al. Lorena, Rua Oscar Freire e cercanias. Percorre das 15h às 20h, com seu jaleco branco impecavelmente limpo. Com jeito de cidade do interior, seu carrinho carrega o símbolo de que a arte do bem comer é simples e singela, basta bom produto, cuidado e o toque final, neste caso não de um chefe, mas de quem sabe o que faz. Não passe vontade. Perca o preconceito: pare na rua e experimente o milho do Zito.

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Perdi o medo do novo

Sou ansioso e costumo correr para conhecer as novidades. Já apreendi que o início é sempre de ajustes e tanto a cozinha quanto o serviço costumam deixar a desejar, mas tive uma surpresa agradável. Visitei o novíssimo restaurante Zucco, que ocupa o local do café Antique. Remodelaram todo o imóvel, dividindo um belo salão com vista para cozinha e um forno a lenha, bar e um excelente ar condicionado. O outro é um terraço, muito bem decorado, com janelas enormes para rua, permitindo visualizar o vai-e-vem dos jardins. O barmen é competente e, para acompanhar o dry Martini, pedi uma focaccia recheada com sete queijos, diferente e muito saborosa. Drink mais focaccia é a pedida certa. A carta bem variada. Segui o maître e degustei uma “costolette di vitello aramatica al Pepe”. Acompanhava um capellini levemente apimentado. Tanto a carne quanto a massa no ponto certo, demonstrando que o chefe é experiente e não estranhou seu novo habitat. Brigada e chefe experientes: não tenha medo do novo. Rua Haddock Lobo,1.416 - 3897 06 66

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Sanduíche para gourmet

A história retrata que antes de Cristo existia pão com algum recheio. Reza a lenda que para não interromper suas partidas de bridge um inglês conhecido nos idos de 1.760 por conde Sandwich comia fatias de pão com salame. Muita criatividade e muita pressa fizeram desta fórmula – pão com algum ingrediente no meio - um item de nosso dia-a-dia. Nada mais rápido do que um sanduba no balcão . No sanduíche tudo é permitido. O Le Vin da Al.Tiête inaugurou sua Pâtisserie com um cardápio rico de opções deliciosas. Fã de “à la milanaise”escolhi um sanduíche no pão bola com escalope de vitela nesta forma. O pão é feito pela casa, que tem na carta diversos tipos de pães fantásticos, leves e crocantes. Voltemos ao meu sanduíche: o molho dividindo o recheio com a vitela (by Wessel) saboroso e na quantidade certa para manter a umidade correta, fez com que o conjunto da obra fosse saboreado com um sabor uniforme do começo ao fim. Todos os itens na mesma intensidade. Na carta você identifica esta delícia como “Boule de pain, escalope de veau panée”. Sanduíche sem pressa: acomode-se na pâtisserie do Le Vin.

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Culinária Basca

Ao extremo norte da Espanha e ao sudoeste da França estão os sete territórios que compõem o país Basco.Região litorânea ,culinária muito rica ,e o mar como tema central. Oriundos desta região, um sócio e um chefe comandam o novo restaurante Bilbao.Quem conhece aquela região senta-se e pede: o que temos de pintxos ?São petiscos colocados sobre um pedaço (excelente) de pão.Não é um simples canapé ,é um pintxo.Comi de polvo na brasa,presunto ibérico com tomate e o imperdível bacalhau pil-pil ,cozido no azeite e na sua própria gordura ,que se transforma em um creme muito saboroso.O local é muito agradável com mesas ao ar livre. San Sebastian,cidade turística ao lado de Bilbao,abriga ruas e ruas com vários bares.Lá poucos sentam.Circulam parando em cada balcão e pedindo um pintxo e um txakoli (vinho branco da região).Quer comer pintxo sentado confortávelmente : visite o Bilbao.Rua José Maria Lisboa,1.065 - 2592 3480

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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Desjejun

Café da manhã na padaria? Quem já não tomou. Teve a época do final de noite no aeroporto de Congonhas. Aliás, era um programa divertido com um café horroroso. Amanhecer entrando no lobby do hotel Maksoud, aquele vão livre gigante e uma enorme mesa bem servida, também faziam parte do pós-festa. Hoje com a sofisticação das cafeterias, tanto pelo ambiente como pela qualidade e variedade dos grãos ofertados, são os locais preferidos para a primeira refeição do dia – às vezes a última da noite. Só aos sábados e domingos a Cafeteria Nespresso dispõe para seus clientes de dois conjuntos de breakfast. Fui no mais completo e recomendo.Suco, fruta, uma seleção de mini sanduíches (croissant com brie, ciabatta com peito de peru e queijo branco, pão integral com rosbife e molho béarnaise) e mais três pães acompanhados de manteiga, geléia e cream cheese. Todos aquecidos, crocantes e no tamanho suficiente para serem totalmente consumidos. Não sobrou nem migalha. Para encerrar um bem tirado grand cru Nespresso, com direto a escolher o seu preferido (gosto do preto). Praia de paulista é gastronomia: comece bem o fim de semana.

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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Mais bobo impossível

O título acima foi abstraído de um comentário anônimo recebido no texto do Nonno Ruggero. Primeiro agradeço a quem vem acompanhando meu blog. Quanto à importância do conteúdo publicado devo esclarecer que o único objetivo é o bem viver. Ou seja, todos os comentários são para aqueles que gostam e curtem comer, beber e usufruir bons ambientes. E para quem gosta, a coxinha é tudo de bom!

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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Rua Vitório Fasano

Passar pelo lobby do Hotel Fasano sempre oxigena o cérebro com ares de requinte e bom gosto. A bem da verdade, dá vontade de ali sentar e nunca mais sair. Tudo é impecável. As garrafas expostas no bar tornam-se um convite para um drink especial acomodado no conforto das belas poltronas. Resisti a tudo, cruzei direto até o elevador e no 1º andar para almoçar no Nonno Ruggero. Meu objetivo foi um só: a tradicional coxinha. Iniciei no Buffet de antepastos italianos, todos excelentes, destacando-se o prosciuto di Parma (com figo) e as fatias de berinjela grelhadas. Quanto ao meu “alimento do desejo” estava como sempre deliciosa. Não lembro dos tempos da Av. Paulista, mas com certeza a receita e o modo de preparar, pela sua consistência macia e cremosa, continuam as mesmas. Pesquisei o conteúdo do cardápio – a coxinha não consta, mas é só pedir – e tive certeza que voltarei para outro almoço, pelas opções de dar água na boca e pela agradável sensação de almoçar no terraço. Coxinha no osso: vá ao hotel.

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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

A renovação é sempre bem-vinda!

No início dos anos 90 morei no alto do morro – na esquina da Ala