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Quem não bebe vinho não vê o mundo girar...
Conhece a DOC Castel del Monte?
Não? Nem eu, até este sábado preguiçoso de 27 dezembro, quando abri uma garrafa de vinho com o qual fui presenteada no meu aniversário. A única palavra que eu conhecia de fato no rótulo era Aglianico,uma uva relativamente famosa da região da Basilicata que faz o Aglianico del vulture. a uva parece gostar do clima quente e abafado dos verões do sul da Itália. O Vulture é um vulcão enorme ao leste dos Apeninos. Mas este Aglianico não era de lá. Era da Puglia. O nome da DOC vem de um imponente castelo gótico construído no século XVIII, envolto de mistérios exotéricos devido às suas formas octagonais. História à parte, a DOC Castel del Monte tem como uva autóctone a Uva di Troia, também conhecida como Uva della Marina, mas neste caso, o vinho é moderno, já que apenas há poucos anos foi autorizado o uso de outras variedades tintas, entre elas a Aglianico. O vinho é fantástico: perfumado, com um toque de resina de madeira, muito floral, tipo violeta, elegante, nada exuberante. Até um pouco fechado, demora pra se mostrar. na boca é cremoso, com taninos fininhos, acidez bem leve, final alcoólico, terrosinho, lembrando fruta e torradas, com um amarguinho final, como o pó de café. Fantástico para carnes cozidas, gelatinosas e saborosas, estilo ossobuco.
Últimos dias Inscrição em curso de Vinhos
 Leitores, queridos. A Wine and Spirit Education Trust (WSET) está mais uma vez em São Paulo, para seus cursos de nível 1 e 2. As inscrições para o nível 1 vão até dia 12 de janeiro, então corram. São poucas vagas. A WSET é um instituto inglês de educação em vinhos. Criado em 1969, tem como missão prover educação de alta qualidade em vinhos e bebidas para sommeliers, vendedores, produtores, enólogos, técnicos, jornalistas e pessoas interessadas na área de forma geral. Estes cursos são pré-requisito para a obtenção do prestigioso título de Masters of Wine. NÍVEL 1 – São Paulo/SP: Data: 27, 28 e 29 de janeiro de 2009 Local: Ciclo das Vinhas-escola do vinho. Rua Maria Figueiredo, 305 - Paraíso Horário: 19:00 às 22:00h Inscrições: Até dia 12 de janeiro Investimento: R$ 800,00 (incluso vinhos, taças, livros, exames e certificado se aprovado) Material e aulas em português. Professor: Eugenio Echeverria, Advance Level Wine & Spirit. NÍVEL 2 – São Paulo/SP: Data: 19 a 21 de janeiro de 2009 Local: São Paulo/SP Horário: das 9:00 às 18:00h Inscrições: Até dia 05 de janeiro Investimento: R$ 1.800,00 (incluso vinhos, taças, livros, exames e certificado se aprovado) Professores: Maximiano Eyzaguirre, Wine & Spirit Nível 4, com apoio em português do Diretor Executivo da The Wine School, Eugenio Echeverria, Advance Level Wine & Spirit. Os interessados podem entrar em contato através do e-mail claudia@stellium.com.br ou pelos telefones: (27) 3216 7677 / 8151 2539.Valores do curso para pagamento à vista. Consulte para condições especiais de pagamento.
Serviço de Vinho - às vezes, um lixo
 Fazia bastante tempo que eu não via um serviço de vinho tão esculachado (é assim que se escreve?). E olha que vocês sabem que eu sou cri-cri. Cheguei no Santo Grão, templo chique do café nos jardins, com ótimos café e ambiente, por voltas das 13 horas. Estava bem tranquilo e minha amiga, que mora em Londres e está de passagem com o marido pelo Brasil, já tomava um vinho branco com as amigas.Até aí, normal. Só que pedimos outra garrafa do mesmo. O vinho, nos informou a garçonete, está quente,preciso colocá-lo no gelo. Bom, tá. Então pedimos um espumante brasileiro, que veio bem quentinho. Aí eu disse: "será que você poderia, por gentileza, trazer uma bacia com gelo?". Aí veio a bacia cheia de gelo, mas só cobria um terço da garrafa (ou seja, o resto, não esfriaria pelas próximas 2 horas). Então eu disse (por que eu tenho que ficar coordenando o serviço se eu sou cliente?): "por favor, será que você poderia encher o balde para que a garrafa se esfrie, de fato?". Bom, aí ela pegou a garrafa e começou a servir o vinho ainda "morno". E eu, ainda " Por favor, não encha tanto as taças, pois o vinho ainda está quente, ponha só um pouquinho para brindarmos". Não precisa eu dizer que ela encheu as taças, né? Eu estava me sentindo uma chata, por pura e simplesmente querer que o serviço fosse minimamente correto. Eles não servem o café frio por lá, isso é fato. E daí veio o comentário do Richard, marido da minha amiga:"but it's only a coffee shop" (é só lugar de cafés). Mas eu me oponho a esta mentalidade: se você quer ter vinho entre suas opções, ensine sua equipe a servir. Querem mais? Terminamos o vinho epumante, pedimos de volta um chardonnay brasileiro que tinha ido gelar (antes do espumante) e a garçonete quebrou a rolha. E eu me ofereci a ajudá-la porque, evidentemente, ela não saberia continuar o serviço. E, para fechar com chave de ouro, um garçom aparece com a garrafa da foto já aberta, servindo um vinho quediferente do que estávamos tomando, que simplesmente não era o mesmo, era argentino, e mais caro. Resposta do garçom: "mas também é chardonnay e o outro acabou". fim
Quando tomar?
O leitor Sérgio Duarte me mandou uma pergunta em relação a alguns vinhos, todos do Novo Mundo. A questão era: "Eu tenho alguns vinhos, para situações especiais, armazenados em climatizadora Haier, mas que estou preocupado se ainda manterão suas qualidades por mais tempo. Você poderia indicar a data mais indicada para degustá-los ao máximo de seu potencial?" Os vinhos são Don Melchor 1997 e 2000, Almaviva 2001, Undurraga Altazor 2001, Alfa Cruz 2001 e Rutini Apartado 2002. Basicamente, como é sabido, os vinhos do "novo mundo" ou seja, dos novos países produtores, como é o caso da origem de seus vinhos que vêm de dois deles, Chile e Argentina, são conhecidos por produzirem vinhos que, ao saírem ao mercado já estão prontos e gostosos, ideais para agradar o público. No caso específico dos seus vinhos, é importante lembrar, no entanto, que são todos vinhos "ícones" de diferentes produtores. Isto significa, normalmente,que são vinhos muito concentrados, de grande corpo e força, geralmente com bom potencial de envelhecimento. Provavelmente, agora aos 6, 7, 8 anos de idade estejam deliciosos. A exceção é o Don Melchor 1997, que já está com 11 anos. Eu tomei esse mesmo vinho no ano passado e, apesar de ser um grande vinho, já mostrava sinais de cansaço, faltava acidez, estava um pouquinho "flácido" por assim dizer. Então, tome esta garrafa neste Natal, e vá distribuindo as outras ao longo dos próximos 3-5 anos. Divirta-se, e boas festas.
Pizza (muito) bem acompanhada
No meu caminho da escola pra casa, sempre passava por uma pizzaria numa esquina simpática (e sempre lotada) da Joaquim Eugenio de Lima com a Saint Hilaire, nos jardins. Digo "passava" porque antes passava e não parava, até que conheci a Patricia. A Patricia Brentzel é, há 4 meses, a sommelière da casa. Apesar de ser nova no ramo, vem fazendo um trabalho bem acabado e caprichado no "wine bar" da pizzaria Prestíssimo. Sábado passado, num evento que reuniu 200 pessoas, lançou a nova carta, mais extensa, com mais importadoras, mais rótulos, enfim, mais opções. São quase 20 vinhos em taça, entre espumantes,rosés, brancos e tintos a partir de R$ 11,00. Na carta, rótulos da Argentina, Chile, Austrália, uma seleção incrível de italianos e franceses, vinhos da Espanha, Portugal, Nova Zelândia, Grécia, Líbano (sim, Grécia e Líbano! Estou dizendo, a carta é muito bem trabalhada!), Uruguai, opções de vinhos de sobremesa, enfim, tudo o que uma boa carta deve ter: variedade de estilos, mas não só isso. A carta de Patrícia oferece uma gama muito boa de preços: para vocês terem uma idéia, entre os italianos, o preço varia de R$ 57,00 (um Chianti Da Giunti) até R$ 434,00 (um Barolo do Vietti). Eu, pessoalmente, amo a pizza que ela me indicou na primeira (de muitas)vez que fui lá, de abobrinha com catupiry, com bacon torradinho por cima, e um tempero maravilhoso. Ela tem um nome, não me lembro, perguntem a ela. Para quem gosta de pizza e não abre mão de uma boa garrafa de vinho, é uma excelente opção para qualquer dia da semana. Excelente trabalho da sommelière num ramo que, cada dia mais, é difícil encontrar profissionais realmente dedicados. Prestíssimo Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1135 Jardim Paulista - Zona Sul - (11) 3885-4356 / 3887-2371
Pipocas borbulhantes
 Demorou pra alguém ter a genial idéia de servir um vinho espumante dentro da sala de cinema. Foi lançado, na última sexta feira,dia 5, o combo pipoca com azeite de oliva e Prosecco de Valdobiadenne da Mionetto, um Prosecco, aliás, bem gostoso. A brincadeira custa R$ 37,00 e está disponível na sala Premier do Cinemark Cidade Jardim, do Shopping Cidade Jardim. A parceria entre a sala e a importadora World Wine já acontece desde agosto, com vinhos da importadora sendo servidos àqueles que preferem um bom vinho como acompanhamento às projeções da sala. A idéia é boa, mas é pra quem pode.
Escola do Vinho recebe exposição de Polaroids

Paula Brandão é uma jovem fotógrafa que vem trabalhando, nos últimos anos como assistente de direção de filmes. No entanto, apesar da pouca idade (tem 28 anos) tem uma paixão incontrolada pelo ar retrô de certas coisas. A Polaroid constitui seu grande fascínio. É verdade, esse estilo de foto nos remete a uma certa nostalgia, a um ar de saudades. Até o dia em que o ar ficou irrespirável para Paula - os filmes da Polaroid deixariam de ser produzidos. Prestando uma homenagem às pequenas instantâneas, Paula organizou uma exposição linda e nostálgica, dedicada a seu formato predileto. São ampliações de fotos tiradas em viagens por vários lugares do mundo. E o que isso tem a ver com vinho? Técnicamente nada, mas não resisti ao sentimento de arte e saudades (ou saudades de alguma arte, ou a arte da saudade, não sei) que o vinho muitas vezes gera. Assim, convidei a jovem Paula a expor aqui no Ciclo das Vinhas, minha escola do vinho. E, para que vocês não deixem de vir, fiz questão de deixar uma tacinha de um merlot gostoso esperando quem vier. Apareçam!
Cuidado com as palavras: propaganda enganosa
 Será que precisarei ir até o gerente do Pão de Açúcar e explicar a ele que Champagne é o nome de uma região na França, assim como São Paulo é uma cidade no Brasil. E que só os vinhos produzidos naquela zona podem levar o nome dela, assim como só quem nasce em São Paulo pode ser chamado Paulistano (no caso do Estado, paulista)? Assim como não há como chamar alguém que nasce em Champagne de gaúcho, não dá pra chamar um espumante feito no sul do Rio Grande do Sul, de Champagne. Todo Champagne é espumante, queridos. Mas nem todo espumante é Champagne. Cuidadinho ao comprar.
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